O Centro de Educação Profissional São João Calábria (CEPSJC), em Porto Alegre (RS), reuniu educadores e voluntários da Rede Calábria para um grande encontro de formação e integração na última sexta-feira (13). O primeiro Retiro Pedagógico de 2026 contou com cerca de 160 pessoas, incluindo educadores dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vìnculos, Trabalho Educativo, Educação Integral de Porto Alegre/RS e Encantado/RS, Construindo Futuros, e voluntários para um dia inteiro de palestras, reflexões, dinâmicas de grupo e oficinas diversas como biodança, aromatização, bordado e artesanato.

A abertura foi animada pela equipe de formação, com músicas inspiradoras e uma dinâmica de acolhida entre os participantes. Na sequência, foi recitado um trecho da Carta do Casante, que nos ensina que “reconhecer nossa pequenez perante o mundo também nos permite sermos grandes aos olhos de Deus”. A reflexão foi aprofundada com a comparação entre a dimensão humana e a imensidão do universo, destacando que “somos seres limitados, mas movidos por uma profunda sede e desejo de encontro com um Ser ilimitado.




Neste momento de espiritualidade, um chamado interior convidava ao silêncio e à percepção do amor. Por alguns instantes, todos foram incentivados a permanecerem em silêncio, de olhos fechados e atentos à própria respiração, harmonizando-se internamente e em sintonia uns com os outros. O momento foi uma preparação para acolher a profunda mensagem que viria a seguir, apresentada por meio de uma breve encenação teatral realizada pela equipe.
Intitulada “A Lanterna Interior”, a peça narrava a história de dois homens cegos que, ao longo de um caminho pedregoso e repleto de desafios, se perdem em sentimentos de medo e desespero. Somente quando passam a escutar a própria voz interior e permitem-se ser guiados por ela é que seus trajetos se iluminam pela luz da consciência.
O público foi estimulado a uma troca de experiências pessoais e a compartilharem suas percepções sobre a narrativa. Cada um relatou suas próprias histórias e como eles compreendiam o significado espiritual por trás daquela encenação.



Uma ocasião valiosa que ensina a enxergarmos não com a visão física, mas com aquela visão espiritual que nos permite ver com clareza nos momentos mais adversos e dificultosos da vida. Algo que, além disso, nos convida a prestarmos auxílio àqueles que ainda não conseguem ver saídas.
O tema norteador do encontro foi a fé como um meio de iluminarmos nossos passos diante da escuridão. Não podemos enxergar todo o percurso, mas com ela temos um importante guia para nosso caminhar.
Gustavo Gobbo deu prosseguimento com uma conversa que trouxe referências e perspectivas filosóficas sobre o sentido humano da visão e o ver como algo que transcende a função biológica dos olhos, relacionando- com a consciência humana e a capacidade única de percepção profunda.

Durante a tarde, os participantes vivenciaram um momento enriquecedor de troca de conhecimentos por meio de oficinas realizadas nos diferentes espaços do CEPSJC. Conduzidas por voluntários, as atividades promoveram integração, aprendizagem e experiências significativas em diversas áreas, traduzindo o cultivo de valores, o autocuidado e o desenvolvimento da inteligência espiritual.
Na oficina de abertura, Euritmia: a arte que movimenta o corpo e a alma, a proposta foi proporcionar leveza e descontração. Por meio de movimentos rítmicos e conscientes, os participantes vivenciaram um cuidado integral, físico, mental e emocional, em uma experiência ao mesmo tempo inspiradora e reflexiva.
A programação contou ainda com diversas atividades voltadas às manualidades, como bordado, colagem criativa, confecção de porta-chaves sustentáveis e sachês aromáticos. Também fizeram parte do percurso vivências de movimento e espiritualidade, através da Biodança, Danças Circulares, Pilates e Yoga, o que ampliou as possibilidades de conexão consigo, com o outro e com o ambiente em um dia inteiro de convivência e aprimoramento que fortalece a missão atribuída a cada um dentro da Obra.

