A Rede Calábria desenvolve suas ações socioassistenciais alicerçada na mística calabriana, que nos convida a refletir sobre a paternidade universal de Deus, expressa na frase “...Deus é Pai e somos todos irmãos”. Esta espiritualidade permeia toda a pedagogia calabriana. Tal atitude pode ser descrita em cinco gestos que comunicam o agir Calabriano: Enxergar (adentrar a realidade do outro), Inclinar-se/Ouvir (colocar-se junto ao outro no mesmo nível), Sacudir suavemente (ajudar o despertar com gestos efetivos e acolhedores), Reconhecer (reconhecer no outro sua dignidade características, somos filhos de Deus, somo irmãos), Acolher (Na solidariedade de irmãos, integrar e trazer próximo).
Tem como objetivo atuar de forma a prevenir situações de risco social e vulnerabilidades, por meio do planejamento e execução de ações que potencializem a acolhida, aproximação do cotidiano das famílias e o fortalecimento de vínculos afetivos relacionais e de pertencimento social.

Acolhida, estudo social, visita domiciliar, orientação e encaminhamentos, grupos de famílias, atividades comunitárias, campanhas socioeducativas, comunicação e defesa de direitos, acesso à documentação são alguns dos temas essenciais ao serviço.

Todos os serviços da proteção social básica são desenvolvidos no território de abrangência do CRAS, em especial os Serviços de Convivência e Fortalecimentos de Vínculos. Neste cenário, o público-alvo são famílias em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, dificuldade em acessar serviços públicos, com fragilização de vínculos de pertencimento e sociabilidade.

Projetos oferecidos neste programa:

Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos

Experiências lúdicas, de integração e participação cidadã compõem este projeto, que é dividido em duas frentes e atende beneficiários de 6 a 15 anos e de 15 a 17 (Trabalho Educativo). Educação ambiental, atividades manuais, mercado de trabalho, fortalecimento de vínculos familiares, comunitários e de grupo são alguns dos elementos fundamentais deste programa, que faz parte da proteção social básica.

Serviço de Atendimento às Famílias

Realiza ações a famílias que precisam de cuidado, com foco no acesso a informações sobre questões relativas à primeira infância, à adolescência, à juventude, ao envelhecimento e às deficiências, a fim de promover espaços para troca de experiências, expressão de dificuldades e reconhecimento de possibilidades. O serviço é referenciado nos CRAS, executado apenas pela rede conveniada.

Veja abaixo as unidades da Rede Calábria em que ocorrem
as atividades do SCFV:

Tem por objetivo contribuir para a reconstrução de vínculos familiares e comunitários, e a proteção de famílias e indivíduos para o enfrentamento das situações de risco pessoal e social, por violação de direitos.
Oferece atendimento socioassistencial às famílias e indivíduos que se encontram em situação de risco pessoal ou social por ameaça ou violação de direitos, cujos vínculos familiares e comunitários não foram rompidos e que demandam intervenções especializadas, assim como: violência sexual, física, psicológica, situação de rua, trabalho infantil, além de outras.

O serviço articula-se com as atividades e atenções prestadas às famílias nos demais serviços socioassistenciais, nas diversas políticas públicas e com os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos.

Projetos oferecidos neste programa:

Programa de Abordagem Social - Ação Rua

Criado em 2007 pela Prefeitura de Porto Alegre/RS o programa tem por objetivo a abordagem social de pessoas em situação de rua na capital. O Calábria é um dos núcleos que executa o programa na Região Sul/Centro Sul, objetivando identificar situações violadoras de direitos, como o trabalho infantil, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, situação de rua, entre outras e busca a inserção na rede de serviços socioassistenciais e nas demais políticas públicas de garantia dos direitos.

Tem por objetivo garantir proteção integral a pessoas ou famílias com vínculos familiares rompidos e direitos violados, necessitando de segurança de acolhida, afastamento temporário do grupo familiar ou afastamento da sua comunidade de origem.

Este programa atua a partir de diferentes tipos de modalidades com objetivo de garantir proteção integral a pessoas ou famílias com vínculos familiares rompidos e direitos violados. A organização do serviço garante privacidade, o respeito aos costumes, às tradições e à diversidade de: ciclos de vida, arranjos familiares, raça/etnia, religião, gênero e orientação sexual.

Acolhida, escuta, desenvolvimento familiar e social, apoio à família na sua função protetiva, acompanhamento e monitoramento dos indivíduos são alguns dos olhares essenciais as atividades incluídas nesta faixa de atendimento.
Projetos oferecidos neste programa:

Acolhimento Institucional - Casas-lares

Crianças e Adolescentes
Serviço de acolhimento institucional destinado a crianças e adolescentes sob medida de proteção, aplicada pelo Poder Judiciário, em situação de risco, com vínculos familiares rompidos, onde são acolhidas, cuidadas e acompanhadas por pais sociais e equipe técnica multidisciplinar até que seja viabilizado o retorno à família de origem ou o encaminhamento para família substituta.

Idosos
Em gestão compartilhada com a FASC, constitui-se em uma residência destinada a idosos sós ou afastados do convívio familiar e em situação de rua, sem condições socioeconômicas para sua sobrevivência. É uma modalidade de acolhimento institucional que visa o cuidado e a garantia de direitos desse idoso, promovendo a participação, convivência comunitária, organização, autonomia, cidadania e a dignidade no envelhecimento do idoso acolhido.

Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte - PPCAAM

O Programa tem por finalidade acolher e proteger crianças e adolescentes e seus familiares expostos à grave ameaça e encaminhá-los à rede de proteção, intervindo junto ao sistema de garantia de direitos com vistas a atuar na prevenção e redução da violência letal. No Rio Grande do Sul é executado pelo Calábria em parceria com a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) desde 2013.